Existiam apenas 10 sites de compras coletivas quando os publicitários Guilherme Wroclawski e Heitor Chaves resolveram criar o seu. Enquanto eles desenvolviam o site deles, surgiam mais e mais sites a cada dia. Foi nesse momento que eles perceberam que não valeria a pena competir nesse mercado e que, ao invés de competir com eles, poderiam usá-los para fazer o negócio deles.

Eles perceberam que com tantos sites de compras coletivas, seria cada vez mais difícil encontrar ofertas que interessassem as pessoas e, por isso, resolveram criar um agregador de ofertas, o Zipme.

No início, eles tinham apenas 7 sites de compras coletivas cadastrados, mas logo cresceram e, dois meses depois, quando atingiram os 39 sites, o Buscapé se interessou por eles e comprou 75% do Zipme, que passoua a se chamar de SaveMe.

Depois de um ano da aquisição e de 5 milhões de reais investidos em marketing, o SaveMe conta com uma carteira de 600 clientes e atua no Brasil, Argentina, México, Colômbia e Chile.

O Zipme conseguiu sozinho e com pouco investimento um bom reconhecimento no mercardo, porém precisou de um grande investimento e do apoio de um grande grupo como o Buscapé para fazer uma expansão acelerada no Brasil e sua internacionalização.

Como a plataforma não precisaria de muitas mudanças para ser escalada, grande parte dos investimentos foram feitos em marketing, inclusive com propaganda na Televisão.

Indo para o modelo de negócios, ele funciona como um modelo publicidade, onde eles possuem um produto que atrai um público específico (pessoas interessadas em compras coletivas e clubes de compras) e cobram das empresas acesso a esse público.

As formas de cobrança que o SaveMe utiliza são:

  • CPC (Custo por Clique): Quando uma pessoa clica numa oferta
  • CPA (Custo por Aquisição): Quando uma pessoa que clicou numa oferta efetua a compra

Outra forma de receita deles é o uso de publicidade digital no site deles através de banners.

Abaixo segue o modelo canvas que ilustra bem esse modelo:

 

SaveMe

 

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Os principais riscos desse modelo são:

  • Risco de não conseguir uma base de usuários
  • Risco de não conseguir uma base de ofertas
  • Risco da baixa barreira de entrada nesse mercado
  • Risco dos usuários acreditarem que o SaveMe é responsável pelas ofertas

O modelo de agregador de compras coletivas é um caso muito interessante pelo fato dessa necessidade ter sido criada pelo próprio mercado de compras coletivas, além de que não deve sofrer muito com o estouro da bolha nesse mercado, pois sobreviveram alguns sites grandes mas diversos sites de nicho da cauda longa.

 

Dados da empresa:

    • Fundadores: Guilherme Wroclawski e Heitor Chaves
    • Setor de atuação: Compras coletivas
    • Lançamento: Julho de 2010
    • Investimentos: Setembro de 2010 – Buscapé
    • Nº de visitas: 20 milhões por mês
    • Nº de page views: 55 milhões por mês
    • Nº de cadastros: 1 milhão de pessoas
    • Nº de clientes: 600
    • Países de atuação: Brasil, Argentina, Colômbia, Chile e México

 

#FicaaDica: O SaveMe é um claro exemplo de empreendedores que pivotearam ao perceber que o mercado estava ficando saturado e que essa saturação era em si uma grande oportunidade de negócio

Por isso, não ignore os sinais que o mercado está lhe dando e não fique preso a um plano, apenas o tenha como guia.

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