Já falamos alguns modelos de negócios que usavam o corwdsourcing (we.do.logos, Catarse e Battle of Concepts), que é uma ferramenta muito interessante e que pode ser aplicada em diversos tipos de modelos.

Um modelo que achei bastante interessante é o do Crowdtest, que utiliza o crowdsourcing para realizar testes em softwares.

A Crowdtest foi criada em outubro de 2010 pelos Roberto Pereira e Hugo Barros, sendo que a plataforma foi lançada em março desse ano. E sua estimativa de receita para o final desse ano já é de quase 1 milhão de reais.

O modelo dela é muito legal, onde desenvolvedores e usuários experientes (em software, mobile e web) se cadastram na plataforma e, quando uma empresa se interessa em fazer um projeto ou fazer o pacote mensal, elas compram uma franquia de bugs (meio um estilo pré-pago). Ao definir o projeto, o Crowdtest seleciona na sua base de testadores os que possuem as expertises necessárias para fazer os testes e remuneram eles por resultado, ou seja, quando essa pessoa encontra um bug, erro ou faz uma sugestão interessante. O valor pago depende do tipo de bug encontrado, segue abaixo os tipos e valores:

  • 20 reais – Bug Impeditivo, onde ele impede o funcionamento
  • 10 reais – Bug Funcional, onde ele restringe o funcionamento
  • 4 reais – Deficiência na Interface Gráfica
  • 2,5 reais – Melhorias propostas

Algumas vezes são oferecidos prêmios como notebooks e HD externos, como recomensa.

Abaixo segue o modelo canvas para se ter uma visão geral do modelo de negócios:

Crowdtest

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Os principais riscos desse modelo são:

    • Risco de não atrair testadores
    • Risco dos testadores serem de baixa qualidade
    • Risco das empresas não confiarem no modelo
    • Risco de propriedade intelectual dos projetos

Resumindo, o Crowdtest é uma startup com um modelo muito legal que utiliza crowdsourcing para reduzir os custos de teste de software.

Dados da empresa:

    • Fundadores: Roberto Pereira e Hugo Barros
    • Setor de atuação: Teste de software
    • Lançamento: Outubro de 2010
    • Nº de testadores: 1100
    • Nº de funcionários: 8
    • Valor dos projetos: A partir de 2000 reais
    •  Faturamento: 920 mil reais para o final de 2011

#Ficaadica: É legal notar que o Crowdtest não é um copycat, ele veio da experiência de trabalho do Hugo Barros com a empresa Base2 que é especializada em teste de software, onde percebeu uma boa oportunidade de utilizar crowdsourcing na área em que atuava e que resultou numa inovação no modelo de negócios. Você não consegue usar a sua experiência para criar algo novo?

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2 comentários sobre “Análise do Modelo de Negócios – Crowdtest

  1. Olá Thiago, acompanho o seu blog é muito legal!
    Você sabe como funciona mais detalhadamente o modelo de receitas da Crowdtest?
    Eles também pagam aos usuário, voce tem noção da percentual da comissão?

    Abraço!

    1. Oi Lucas, na verdade eu coloquei os valores que eles pagam, posi depende do tipo de bug que os usuários encontrarem. É possível que esse valores tenham mudado, pois faz quase 1 ano que fiz esse post, mas dá para ter uma ideia.

      20 reais – Bug Impeditivo, onde ele impede o funcionamento
      10 reais – Bug Funcional, onde ele restringe o funcionamento
      4 reais – Deficiência na Interface Gráfica
      2,5 reais – Melhorias propostas

      Abraços

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