Um dos conceitos mais quentes de internet atualmente é o social-commerce (s-commerce). Devido ao fato das redes sociais fazerem cada vez mais parte das nossas vidas, o s-commerce se toronou uma evolução natural do e-commerce.

O s-commerce nada mais é do que um comércio eletrônico que usa as interações de mídias sociais dos clientes como forma de complementar o processo de compra e venda de produtos e serviços online.

Esse conceito pode ser tão simples como uma lista de desejo compartilhada ou avaliação de produtos pelos usuários, porém ele está atingindo outro nível de interação com o aumento das redes sociais.

No Brasil esse modelo está começando a surgir aos poucos, durante o Desafio Brasil 2011 eu vi a apresentação de duas startups que pretendiam utilizar esse conceito:  A Trendis e a ShopDeck. Porém essas startups ainda estavam com muitas hipóteses e pouca  ou nenhuma validação desse modelo no Brasil.

Outra startup  que vem trabalhando com esse modelo e tem tido sucesso é a LikeStore. Ela foi criada pelo Gabriel Borges e foi lançada oficialmente em 9 de agosto desse ano.

Ao contrário da Trendis e da Shopdeck que queriam levar o conceito para as lojas virtuais, a LikeStore permite que pessoas e empresas criem lojas virtuais dentro do Facebook, o que faz com que o s-commerce seja ainda mais natural. O fato das lojas serem dentro do Facebook, permite uma maior integração entre os usuários e suas redes sociais com as lojas e seus produtos.

Apesar de ser uma plataforma dentro do Facebook, eles não pretendem se limitar uma rede social e querem expandir para outras como Google+ e Orkut.

O modelo de receitas dela é sobre as vendas feitas na loja, onde ela fica com 2% das receitas. Por não ter mensalidade ou taxa de adesão, eles conseguem ser um investimento com risco quase zero para os vendedores,  o que tem atraído diversas lojas. Atualmente são mais de 1500 lojas operando na LikeStore.

Devido a algumas peculiaredades do Facebook, foi necessário o desenvolvimento de um sistema de pagamento específico para atuar nessa rede social. É aí que entrou a parceria estratégica com o Moip,  sistema de pagamento digital que estava desenvolvendo uma solução para esse problema.

Além dos 2% que as empresas tem que pagar para a LikeStore, elas precisam pagar 5.9% para o Moip pela utilização do serviço de pagamento digital. Resumindo, a empresa tem um custo operacional total (LikeStore + Moip) de 7.9%. A LikeStore também faz a gestão do estoque das lojas, de forma que seja o mais fácil possível para a criação e manutenção de uma loja virtual.

Sua expectativa de transações é de 150 mil com um ticket médio de 120 reais no seu primeiro ano, o que daria 18 milhões de reais em vendas e uma receita de 360 mil reais no primeiro ano.

Abaixo, como sempre, segue o modelo canvas da LikeStore:

Likestore

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Os riscos desse modelo são:

    • Não atrair lojas para sua plataforma
    • Os usuários não se interessarem por lojas dentro de redes sociais
    • As redes sociais decidirem cobrar ou proibir o uso das lojas dentro das suas plataformas

Com tudo isso, a LikeStore foi considerada uma das 10 empresas mais quentes do Brasil segundo a Forbes. Lista que eu discordo um pouco, mas não em relação a essa startup.

Para quem quiser ver as outras 9 startups escolhidas, segue o link:

http://www.forbes.com/sites/ricardogeromel/2011/10/20/top-10-startups-in-brazil/

Dados da empresa:

    • Fundador: Gabriel Borges
    • Setor de atuação: Comércio eletrônico
    • Lançamento: Agosto de 2011
    • Número de lojas: Mais de 1500
    • Expectativa de faturamento em 2011: 360 mil reais

#FicaaDica: Enquanto alguns concorrentes queriam levar os benefícios do s-commerce para as lojas, a LikeStore inverteu a lógica e resolveu levar a loja até as redes sociais e com isso encurtaram o caminho das lojas até o ambiente social. Outro ponto interessante de sua estratégia foi de cobrar sobre as vendas da empresa, pois, apesar de ser um valor variável e mais arriscado, assim eles derrubaram a barreira de entrada de novos usuários ao sistema. Eles podem fazer isso pois seus custos por nova loja são muito baixos e garante que mais lojas entrem para a plataforma, benefício semelhante ao do modelo Freemium.

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