Provavelmente ninguém tem dúvida de que jogos mobile são um ótimo negócio, especialmente aqueles joguinhos casuais tipo Angry Birds e Cut the Rope.

Apesar de parecer fácil fazer um jogo desse tipo e ganhar muito dinheiro, fazer um bom jogo é apenas uma parte do caminho. Tão importante como desenvolver o jogo, é preciso saber como monetizá-lo e divulgá-lo de maneira eficiente e, nesse quesito, são poucas as empresas que conseguem fazer isso de maneira tão eficiente como a startup brasileira Best, Cool and Fun Games.

A BCFG (Best, Cool & Fun Games) foi criada no ano de 2009 pelo Guilherme Schvartsman. Ele era um engenheiro trabalhando no mercado financeiro quando percebeu o enorme potencial desse mercado e colocou na cabeça que queria estar nele de qualquer maneira, criando assim a FCFG.

Hoje a empresa é a maior de jogos mobile da América Latina, possui mais de 20 funcionários e tem um portfólio de mais de 30 produtos que são jogados por  27 milhões de jogadores ao redor do mundo .

Eles focam seu desenvolvimento em jogos casuais com gráficos bonitinhos e jogabilidade simples e divertida. Seus maiores sucessos são: Bunny Shooter e Ant Smasher.

Porém, o que torna seu modelo de negócios interessante é que apenas uma pequena parcela da sua receita é vinda da venda dos jogos, sendo que 80% vem de publicidade.

Eles perceberam que grande parte das pessoas não querem pagar por jogos, principalmente no mercado latino americano, mas que mesmo assim podiam monetizar essas pessoas utilizando publicidade nos seus jogos.

Começaram utilizando o Admob (rede de publicidade mobile) para ganhar colocar ads em seus jogos e ganhar por isso, porém logo perceberam uma grande oportunidade em publicidade mobile e resolveram criar a sua própria rede de publicidade mobile.

Com isso acabaram com a necessidade de um intermediário, conseguiram aumentar a sua margem e também puderam diversificar as suas receitas abrindo a sua rede para outros aplicativos mobile.

Outra interessante forma de publicidade que eles usam é o cross game ads, onde eles utilizam seus próprios jogos para promover novos jogos ou mesmo jogos antigos porém bastante rentáveis. Essa é uma excelente forma de publicidade visto que seu custo é mais baixo do que colocar ads em outros jogos, além do fato desses cross game ads terem uma taxa de conversão maior.

 

Como de costume, abaixo segue o modelo canvas da BCFG:

 

Os principais riscos do modelo adotado por eles são:

  • A publicidade ser muito invasiva e incomodar os usuários
  • Não conseguir anunciantes suficientes para os aplicativos
  • Não conseguir aplicativos suficientes para os anúncios
  • Não conseguirem tantos usuários com os jogos grátis

É muito bom ver uma startup de jogos mobile brasileira fazendo sucesso e ganhando dinheiro internacionalmente, eles são um bom case de sucesso de startup brasileira.

Caso queiram ver o modelo de negócios de outra startup brasileira, a Vostu, cliquem aqui.

#FicaaDica: Não se engane ao achar que produtos grátis são de baixa qualidade ou que não podem dar dinheiro. A publicidade e o modelo freemium tem se mostrado cada vez mais importante na monetização de aplicativos e jogos. Produtos grátis removem uma grande barreira de acesso ao produto, pois o custo do erro é praticamente zero, assim é possível chegar a um público muito maior e rentabilizá-lo de outras formas. Se quiser saber mais sobre o tema, recomendo a leitura do livro Free do Chris Anderson.

Free - Chris Anderson

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