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Você provavelmente deve ter visto na internet que o Instagram mudou seu Termo de Uso (se não viu, leia essa reportagem) e que, a partir do dia 16 de Janeiro, ele terá o direito perpetuamente para comercializar suas fotos sem precisar te avisar e muito menos te compensar por isso.

O Instagram ainda não se manifestou se o intuito dele com essa mudança é realmente fazer a venda das fotos e eu não vou entrar no mérito da questão. O meu objetivo nesse post é verificar o que mudaria no modelo de negócios deles.

Para ver o que mudaria, eu fiz o canvas antes e o depois (eu não prevejo o futuro, pelo menos não ainda, então é apenas uma ideia do que poderia ser) para mostrar o que poderia mudar do modelo atual para o modelo de vendas de fotos.

Segue abaixo o modelo canvas atual do Instagram:

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Como vocês podem ver, atualmente ele não tem uma fonte de receita e, por isso, diz-se que ele não possui um modelo de negócios, pois não é sustentável no longo prazo. Apesar de ter levatando muito dinheiro de investidores, eventualmente esse dinheiro acaba e o negócio precisa se manter e dar retorno para os investidores.

Fazendo essa mudança no termo de uso, ele poderia vender as fotos para empresas, agências de publicidade, jornais, revistas, etc. Dessa forma ele teria uma fonte de receita (finalmente!) e teria um recurso importantíssimo, além das fotos, mas o direito sobre as fotos para vender. Algumas atividades seriam importantes, a venda da foto (seja pelo site ou por uma equipe de vendas) e a organização dessas fotos, pois existem milhões de fotos no Instagram e seria preciso conseguir localizar algumas específicas. Veja abaixo como o modelo de negócios pode ficar:

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Digamos que a Pepsi queira comprar uma foto para uma nova campanha, como que ela acharia aquela foto interessante? Ou se o Instagram fosse vender fotos através de uma equipe de vendas, como que eles selecionariam as fotos para oferecer para a Pepsi?

Bom, como você pode perceber, mudaria o modelo de negócios deles e tornaria ele muito mais robusto e sustentável (ainda precisaria se verificar se o modelo geraria receita suficiente).

Pode ser que essa mudança no Termo de Uso deles seja, finalmente, uma forma deles terem valido tanto investimento. Porém pode ser a ruína deles, pois será que as pessoas vão aceitar essas condições facilmente?

É uma jogada arriscada, porém era preciso gerar receita com o Instagram o mais rápido possível. Pode ser que funcione (lembre-se que quando o Youtube começou a colocar propaganda todo mundo achava que eles iam perder muita audiência por isso), mas pode ser que seja um fracasso total.

Vocês concordam com essa jogada deles?

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6 comentários sobre “Novo modelo de negócios do Instragram?

  1. Pensamento interessante,

    Qualquer empresa tem que gerar uma receita, e pelo valor pago pelo Mark de 1bi, mas talvez vender as fotos não seja a melhor saida, e sim inserir algumas propagandas ou talvez vender alguns efeitos novos nas fotos.

    1. A ideia desse novo modelo de negócio era interessante, mas os usuários não gostaram e acabou sendo uma péssima ideia.

      O Mark pagou caro, mas não apenas pelo potencial de gerar receita, comprou pelo posicionamento que ele dá para o Facebook no mundo mobile, além de defesa contra um concorrente que poderia comprar antes eles e, é claro, a base de usuários do Instagram que não era nada mal! =)

      Mas verdade, precisa gerar dinheiro de alguma forma, gosto da ideia do modelo fremium, mas não sei se daria certo. Mas se 2% dos usuários (média do mercado) comprassem um filtro (ou outra feature premium) por 2 dólares no mês, isso já daria US$ 1.2 MM de receita por mês, o que já ajudaria!

  2. A ideia inicial do novo modelo de negócio foi uma boa sacada, porém a falta de intercâmbio com o usuário levou o projeto ao fiasco. A empresa literalmente cresceu o olho e pagou caro com a fuga de milhares de usuários.

    O Instagram poderia trabalhar com agenciamento de fotos, empresas e demais usuários detalhariam seus interesses e através das tag’s a foto seria encontrada e comercializada, além da possibilidade de faturar em cima de funcionalidades a acrescidas conforme a demanda dos usuários. Deste modo todas as vertentes do negócio se beneficiariam com o novo modelo.

    Infelizmente o Mark se esqueceu que todo comércio é necessariamente fundamentado em uma troca e pesar demais para qualquer uma das partes prejudica a negociação e afugenta os clientes. O resultado foi a perda de uma Startup de sucesso, uma boa rentabilidade e a desconfiança eterna dos usuários.

    1. Concordo plenamente com você! Se ele tivesse feito algo voluntário que as pessoas pudessem disponibilizar suas fotos para que o Instagram vendesse e elas recebessem uma taxa por cada venda, tenho certeza que não teria essa repercursão e teria muita chance de ser bem sucedido!

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