4 startups inovadoras no setor de transporte urbano e rodoviário

Logística e transporte compõem um desafio enorme para os setores da indústria e do varejo no Brasil, visto as devidas extensões do nosso país e as devidas condições em que nossas rodovias se encontram. Em um grande cenário de problemas, pequenas equipes trabalham em modelos de negócios inovadores para gerar soluções nunca antes vistas e melhorar o setor de logística no país.

Neste artigo vamos contar a história de três startups que estão inovando neste setor:

1. Uship

Uship

A startuip Uship funciona conectando diversas transportadoras com espaço livre em seus caminhões. Quando existe espaço livre em um dos caminhões da frota, a transportadora dispara um aviso na rede com os seguintes dados:

  • Quanto de espaço de sobra existe no caminhão;
  • Qual é a rota que ele vai seguir;
  • Em quanto tempo de viagem ele pretende chegar ao seu trajeto final;
  • Quanto ele cobra pelo transporte.

Com estas informações em mãos, outras transportadoras ou até mesmo pessoas físicas podem usar este dispositivo para enviar contratar um caminhão com espaço sobrando e enviar suas cargas.

O objetivo do serviço é diminuir a quantidade de caminhões vazios ou com pouca carga nas estradas do Brasil, economizando com o custo de transporte de inúmeras empresas que dependem deste tipo de serviço para enviar produtos e matéria prima.

2. Trucadão

Trucadao

No setor de negociação de caminhões novos e caminhões usados, o Trucadão é um site de classificados de veículos pesados e implementos agrícolas. Seu objetivo está no conceito de “one stop shop” para o setor de construção civil e agropecuário. Uma construtora ou transportadora pode encontrar no site todos os veículos e equipamentos necessários para montar sua estrutura de produção que vai desde caminhões até guindastes e retroescavadeiras.

Quem quer vender seus veículos e máquinas também ganha inovações na área de classificados. O anunciante tem acesso à uma dashboard com todos os indicadores de desempenho de seus anúncios, como cliques para ver o telefone, visualizações do anúncio e um canal próprio para enviar e receber mensagens de seus prospects.

3. Itaro.com.br

loja online itaro

Fundada em 2012, a loja online de pneus, acessórios e peças automotivas tem o objetivo de transformar a experiência online de acessórios automotivos.  Ao por exemplo comprar um pneu Pirelli Phantom na loja, o usuário pode escolher entre receber o pneu em casa ou receber o pneu dentro de uma loja de acessórios parceira onde ele também recebe a troca dos pneus gratuita ou com descontos.

4. Freta.la

Fretela

Criado por alunos da USP de São Carlos, o aplicativo Freta.lá conecta quem precisa transportar um objeto com um transportador. O diferencial em relação ao Uship (já citado neste artigo) está no serviço para transporte urbano.

Com parcerias entre o Frete.la empresas de frete e moto frete, os usuários ganham uma nova ferramenta para transportar objetivos dentro da própria cidade. Por exemplo, uma pequena empresa pode enviar e receber documentes sem necessidade de contratar um motoboy exclusivo. Desta maneira, ela pode utilizar o tempo vago de outros motoboys na cidade para enviar estes documentos para otimizar seus custos.

A startup de São Paulo também tem uma seção especial para lojas virtuais e pode tornar a entrega de produtos para clientes de lojas virtuais mais rápida quando houver oportunidades.

Case MeuResumo – Montando um Board

Case MeuResumo – Montando um Board

 

Numa das reuniões do Board of Executives (Conselho Administrativo) do MeuResumo (startup da qual sou sócio), um dos nossos board members deu a ideia de fazer um post sobre como foi montar um board of advisors e o que ela agregou para a gente.

Achei super válida a sugestão e decidi escrever como foi nossa experiência, segue ela abaixo.

Tudo começou por acaso quando eu vi um curso online chamado Startup Boards: Advanced Entrepreneurship no Venture Lab de Stanford, fiquei bastante interessado e resolvi dar uma olhada.

O curso era sobre como montar e tocar um para sua startup e quais as diferença de um board de uma startup para o de uma grande empresa, como eu nunca tive experiência com board e sou bastante curioso, eu decidi participar.

O curso era pouco teórico e bastante prático, logo numa das primeiras aulas a tarefa era efetivamente montar um board member para a sua startup. A princípio eu fiquei com um pé atrás de montar um para o MeuResumo por dois motivos, primeiro porque ainda estávamos num estágio inicial e segundo porque não sabia qual seria a recepção das pessoas que eu gostaria de convidar.

Refletindo um pouco sobre o assunto, eu percebi que essa era uma excelente oportunidade, pois:

  • O board ia ser temporário e dessa forma não tinha um compromisso de longo prazo facilitando a aceitação do pedido;
  • Era uma “desculpa” perfeita para eu conseguir chamar pessoas, afinal de contas era para uma aula de Stanford e as pessoas gostam de ajudar atividade com fins acadêmicos, ainda mais quando é de Stanford;
  • E, principalmente, eu não tinha nada a perder;

Decido que eu gostaria de tentar fazer, eu conversei com meus sócios e resolvemos investir nisso. Fiz o convite para duas pessoas que acreditei que agregariam, o Edson Rigonatti da Astella Investimentos e o Eduardo Cruz empreendedor e ex-diretor do C.E.S.A.R.

Para minha surpresa, eles prontamente aceitaram! Fiquei bastante feliz e, com isso, já tínhamos um investidor com experiência e com olhar mais estratégico e um empreendedor e desenvolvedor com um olhar mais técnico e de execução.

Como o número que acreditamos ser o ideal seria de três pessoas, convidamos outras pessoas, que gentilmente recusaram a proposta por falta de tempo, apesar de terem gostado muito da ideia e da iniciativa.

Depois de montado o board, começaram as reuniões e eu não tinha a menor ideia como elas seriam. Eu fiquei responsável por tocar as reuniões e organizar tudo, estava um pouco apreensivo, mas nada como aquele friozinho na barriga para você se esforçar mais para as coisas irem bem.

As nossa reuniões eram semanais devido à duração do curso, porém normalmente elas são mais afastadas do que isso. E eu entendi o porque disso, reuniões semanais são muito complicadas, você gasta um tempo razoável para organizar a reunião, fazer o dever de casa e o material para apresentar, sendo que além disso é um período muito curto para você realmente ter resultados significativos, o que muitas vezes te frustra.

Sendo mais prático, o board nos ajudou a responder as seguintes perguntas:

  • Estruturar uma empresa no Brasil ou nos EUA?
  • Modelo de assinatura, venda direta ou um modelo misto?
  • Qual segmento de clientes focar primeiro?
  • Qual a melhor estratégia de divulgação?
  • Go to Market agora ou esperar?

Durante esse processo também tive diversos aprendizados importantes em relação a board of advisors e gostaria de compartilhar com vocês eles:

  • As pessoas são mais receptivas a participar do board do que você imagina, desde que você respeite o tempo delas e mostre empenho;
  • Um board ajuda como uma forma de compromisso para todos os sócios estarem alinhados com um objetivo;
  • O “board pressure” é um incentivo muito forte para você correr atrás de fazer as coisas bem feitas, pois você não quer decepcionar seus conselheiros;
  • Muitas vezes ficamos preso no operacional e um board pode te ajudar a voltar a pensar mais estrategicamente e orientado a resultados;
  • Trazem experiências e conhecimentos diferentes da equipe e que podem complementar ou reforçar os da sua equipe;
  • Para mostrar resultados de verdade, é importante que as reuniões tenham um tempo de pelo menos 1 mês;

Apesar de ter sido um período curto de experiência com um board, ele foi bastante proveitoso e por isso eu gostaria de agradecer publicamente ao Edson e ao Eduardo em nome da equipe do MeuResumo por terem proporcionado essa experiência e pelo direcionamento que eles nos deram.

 

Case – ContaAzul

Case – ContaAzul

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Nota do editor: Este artigo é de autoria de João Augusto Zaratine, CMO do sistema de gestão de empresas online ContaAzul  e convidado para nos contar um pouco sobre o modelo de negócios de sua startup.

Nossa história começou na Informant, empresa de desenvolvimento de software localizada em Joinville, quando criamos uma solução interna para gerenciar nossas próprias financias. O Software funcionou resolveu nossos problemas muito bem e o batizamos o sistema de Ágil ERP. Com o nosso Minimum Viable Product (MVP), ) começamos o trabalho de vendas sempre atentos ao feedback dos nossos clientes para evoluir o produto.

De olho em um grande player no mercado americano, o Quickbooks, percebemos que o Agil ERP poderia ser muito maior do que qualquer software que já entregamos para um cliente na Informant. Atualmente cerca de 80% das empresas americanas usam o Quickbooks, e em 2011 seu faturamento chegou na casa de 4 bilhões de dólares. Vimos que o mercado brasileiro era muito favorável para um sistema como esse pois, segundo uma pesquisa do Sebrae de 2008, 86% das micro e pequenas empresas no Brasil utilizavam papel e caneta para gerenciar suas finanças.

As oportunidades eram enormes, e estávamos com muita energia pra fazer tudo acontecer, para viver o famoso “startup dream”, mas com nosso MVP no ar vimos que precisávamos muito mais do que um sistema online que fazia o mínimo pelas empresas.  Mais do que investimento, naquele ponto precisávamos de mentoria de pessoas com experiência maior que a nossa.

Neste ponto conhecemos a Bedy Yang, em um dos eventos do BR New Tech. Dois meses depois embarcávamos para o Vale do Silício para sermos acelerados pela 500 startups. Ali aprendemos que trazer um modelo de negócios de sucesso nos Estados Unidos para o Brasil é muito mais desafiador do que se pensa, o usuário brasileiro ainda olha a internet com muita desconfiança, ele precisa de suporte e apoio o tempo todo. Ter um canal de suporte por telefone ajuda muito na retenção e no relacionamento com os clientes, eles se sentem muito mais à vontade quando têm alguém do outro lado para conversar e ouvir a voz.

O usuário brasileiro também precisa de uma interface muito mais intuitva e explicativa. Ter um time de User Experience dentro da empresa pode fazer toda a diferença e as empresas brasileiras estão começando a se abrir para isso. Nos Estados Unidos a boa usabilidade é lei e chega até a ser o diferencial competitivo de algumas startups.

Para maximizar a proposta de valor do nosso modelo de negócios trocamos todo o conceito da empresa. O Agil ERP passou a se chamar ContaAzul, e começamos a trabalhar este conceito da tranquilidade e segurança, que só uma conta com saldo positivo pode gerar, em todos nossos nossos canais de contato com o cliente. Não basta ter um modelo inovador para gerar receita ou um grande mercado para crescer.

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Conta azul - Modelo de Negócios - WorkHard & Be Nice to People

Nosso maior aprendizado é que a experiência dos nossos clientes com o nosso suporte, com a nossa marca e com o nosso sistema é o que vai nos diferenciar dos concorrentes e nos fazer ganhar mercado.

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