Startup Brasil

Startup Brasil

Como vocês sabem, o Startup Brasil está com as inscrições abertas até o dia 31 de março, ou seja, está pertinho já. Caso queira saber um pouco mais sobre o programa, veja a apresentação que o Yuri Gitahy da Aceleradora fez, clique aqui.

Espero que as suas aplicações já estejam prontas. Se ela já está pronta, agora é a hora de decidir qual a ordem das aceleradoras que sua startup tem interesse em participar.

A seleção das aceleradoras é de suma importância para a startup, pois cada aceleradora tem  especialidades diferentes, recursos diferentes, focos diferentes e ficam localizas em cidades diferentes. Vale lembrar que as startups terão a aceleradora na qual elas entrarem como sócia na startup, por isso é muito importante pensar bem.

Além disso, a aceleradora pode vetar a participação da startup no seu programa se ela achar que a startup não tem o perfil que ela está procurando, então gaste um tempo pesquisando sobre elas e tentando ver se elas podem ajudar sua startup e se sua startup encaixa no perfil que elas estão buscando.

Para ajudar, eu decidi fazer um pequeno resumo falando um pouco sobre cada aceleradora e o que elas possuem de mais interessante para oferecer para a startup, segue abaixo a apresentação:

 

Outra dica é, se você está na região de Campinas no dia 21 de Maio (terça), o Carlos Pessoa da Wayra vai falar um pouco sobre a Wayra e o que ele estão buscando. Seguem os dados da palestra:

Nest Wayra Happy Hour Campinas startup

Analisando o programa Startup Brasil

Analisando o programa Startup Brasil

Nessa última semana saiu o resultado das aceleradoras escolhidas pelo Startup Brasil, imagino que vocês devam ter ouvido falar.

Mas para quem não conhece o programa, ele é uma iniciativa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (vulgo MCTI) que investirá R$ 36 MM, esse dinheiro será investido em até 100 startups através de 9 (antes eram 6) aceleradoras selecionadas por edital.

As aceleradoras irão selecionar as startups para participar dos seus programas de aceleração e essas, além dos valores investidos normalmente pela aceleradora, vão receber R$ 200 mil reais do programa.

A iniciativa surgiu usando o bem sucedido programa Startup Chile como exemplo, porém adaptando a realidade brasileira.

Alguns pontos interessantes a se notar:

  • A aceleradora em nenhum momento receberá dinheiro, o benefício dela será atrair as melhores startups e oferecer mais recursos financeiros para que ela seja bem sucedida e, assim, dar um retorno financeiro para aceleradora;
  • Até onde eu saiba os R$ 200 mil serão concedidos em bolsas para pagar salários, o que eu particularmente não gostei, pois as startups, em geral, investir na aquisição de clientes principalmente e precisam manter uma estrutura enxuta e essas bolsas são um incentivo a contratar pessoas demais e que podem não ser as melhores pessoas;
  • O projeto visa estabelecer um escritório no Vale do Silício para facilitar e aumentar a participação de startups brasileiras no Vale do Silício;
  • Parece que haverá uma cota para startups estrangeiras entrarem nas aceleradoras e movimentarem o cenário brasileiro, algo estilo Startup Chile;

Essa aceleradoras foram selecionadas de acordo com 4 critérios, onde a nota máxima para cada um seria 5 e a nota máxima total seria 70:

  • Equipe e estrutura (peso 5)
  • Network (peso 4)
  • Alinhamento com os objetivos do programa (peso 3)
  • Posicionamento no ecossistema (peso 2)

Se quiser dar uma olhada na apresentacão oficial, veja aqui os slides:

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Esse edital recebeu 23 propostas, infelizmente não tenho dados sobre essas propostas, gostaria pelo menos de saber as cidades delas. Dentro dessas 23, foram selecionadas 9 aceleradoras, seguem elas abaixo:

  • 21212: Rio de Janeiro
  • Papaya: Rio de Janeiro
  • Pipa: Rio de Janeiro
  • Outsource: Rio de Janeiro
  • Aceleratech: São Paulo
  • Wayra: São Paulo
  • Microsoft: São Paulo e outros locais (informação não confirmada)
  • Fumsoft: Belo Horizonte

E é exatamente essa seleção que está gerando uma polêmica sobre o programa. Obviamente não é todo mundo que ficará satisfeito com o resultado, então o Startupi fez um post falando sobre isso (veja aqui), tem alguns argumentos que vale a pena analisar:

  • “São Paulo é a cidade mais rica e por isso deveria ter mais aceleradoras”:  Apesar de São Paulo ser a cidade mais rica do Brasil, o Rio de Janeiro também tem um ecossistema de startups bastante desenvolvido e com aceleradoras mais estabelecidas do que São Paulo, dessa forma não estou surpreso com o Rio ter mais aceleradoras do que São Paulo, das mais reconhecidas apenas a Treelabs e Germinadora não foram selecionadas, mas nem sei se submeteram alguma proposta;
  • “As aceleradoras deveriam ser mais espalhadas pelo Brasil”: Esse é um argumento que eu mesmo fiz, pois TODAS as aceleradoras foram da região Sudeste, o que me deixou bem triste. Porém não posso falar que foi injusto, eu fiquei sabendo que o Porto Digital de Recife não participou (o que eu fiquei surpreso e triste novamente) e lá no Sul do país eu não conheço as aceleradoras mas tem um ecossistema interessante de startups, porém em nenhum momento do critério falava em distribuição geográfica. Então, por mais que me deixe chateado, eles estão dentro do critério estabelecido;
  • “Tudo que o governo faz é merda”: Não vale a pena conversar e nem argumentar com uma pessoas que pensa assim;
  • “Algumas aceleradoras ainda nem existem e foram selecionadas”: Também fiquei surpreso com isso, mas não posso falar nada pois não vi as propostas que eles fizeram;
  • “O governo devia abrir as propostas para todo mundo”: Apesar de gostar de transparência do governo, os projetos são da iniciativa privada, vulgo das aceleradoras, e elas passaram dados importantes tanto de funcionamento como estratégico. Dessa forma, abrir o jogo das aceleradoras não me parece algo que elas gostariam de fazer;
  • “Todo o dinheiro do programa deveria ir para as startups”: Existem pessoas para executar o programa que precisam ser pagas, existem custos de viagens, palestras (O Steve Blank virá para o Brasil, imagine o cash dele), será montado um escritório no Vale do Silício entre diversos outros custos da operação, então se você fizer a conta do número de startups vezes o valor do investimento e dizer que o resto do dinheiro vai todo por causa da corrupção, fique quieto e tente faça um cálculo descente pelo menos antes de vier falar isso;

Por último, mas não menos importante, o Felipe Matos, fundador do Startup Farm e do Instituto Inovação, foi escolhido para fazer a operação do Startup Brasil dando um aval do mercado, dessa forma, mesmo que eu não goste do governo e da politcagem que eles fazem, eu confio plenamente que o Felipe vai fazer de tudo para que seja tudo feito por meritocracia. Que as melhores aceleradoras sejam selecionadas, que o programa não seja emperrado por politicagem e outros eventuais problemas que se tem quando se trabalha com o governo.

Vale lembrar que o Edital para as startups ainda não saiu e deve sair no final desse mês, vamos aguardar para ter mais detalhes.

Lembrando que essa é minha opinião e o meu único objetivo é que o programa do governo não seja desmerecido apenas por ser do governo, ele veio aqui para fomentar e ajudar o ecossistema de startups do Brasil e posicionar o Brasil como um polo empreendedor no mundo.

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Não concorda comigo? Deixe seu comentário que eu vou adorar ouví-lo e ver se faz sentido.

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Análise do Modelo de Negócios – 21212

Análise do Modelo de Negócios – 21212

Provavelmente você já deve ter percebido que estão aparecendo diversas aceleradoras de startups pelo Brasil a fora. Eu já falei de algumas aceleradoras brasileiras num post de 2 meses atrás onde mapeei as principais e listei o que cada uma oferecia. Para quem não sabe o que são aceleradoras ou tenha interesse em ver o post antigo, segue o link para o post:

https://startupbizmodel.com/2011/09/08/aceleradoras-brasileiras/

Uma dessas aceleradoras é a 21 212 Digital Accelerator (21 é o código de área do Rio de Janeiro e 212 é o de Nova Iorque) que foi a que achei mais interessante para se fazer uma análise, pois além dela ser uma aceleradora que atua no Brasil e nos Estados Unidos, ela possui todos os valores de share e de investimentos pré-definidos e público.

Falando um pouco sobre a 21 212, ela é uma aceleradora que possui escritórios no Rio de Janeiro e em Nova Iorque, sendo seu objetivo o de integrar os ambientes empreendedores brasileiros e americanos de forma a acelerar as startups participantes do programa. O foco dela são startups com negócios digitais, porém não precisando ser necessariamente brasileiras ou americanas, apenas necessitam ter o mercado brasileiro como foco.

Esse já é um diferencial interessante, visto que são poucas as aceleradoras que possuem uma proposta de intercâmbio de conhecimento e experiência com outros países.

Mas como funciona o modelo de negócios de uma aceleradora?

Em geral, as aceleradoras oferecem seus serviços de aceleração (que geralmente incluem suportes:  Jurídico, contábil, de marketing, gestão e em estratégia, além de oferecem networking, investimento e um espaço de co-working) em troca de um pequeno share da startup acelerada. Dessa forma a aceleradora se torna sócia da startup e precisa dar o suporte necessário para ela crescer e eventualmente receber um investimento, sendo nesse momento que a aceleradora gera dinheiro vendendo o seu share da startup.

Os investidores gostam de startups que passaram por aceleradoras pois elas, geralmente, possuem uma gestão mais estruturada e um produto já validado depois do período de aceleração, diminuindo o risco para os investidores.

A aceleração de startups é um investimento de alto risco, pois elas investem tempo e dinheiro em startups que estão no começo de suas vidas onde ainda existem muitos riscos. E, por isso, mantém um relacionamento bastante próximo com as startups se tornando sócio delas, para mitigar esses riscos.

A 21 212 possui ainda uma peculiaridade bem interessante, ela ganha dinheiro de patrocínio de investidores que querem manter um contato próximo com as startups aceleradas, dessa forma ela conseguem gerar receita mesmo enquanto nenhuma startup acelerada tiver recebido investimento, que é uma grande dificuldade das aceleradoras, visto que o período que leva entre uma startups ser acelerada e receber investimento pode demorar alguns anos ou mesmo nunca acontecer.

Na 21 212 eles investem um valor fixo de R$ 20 mil, para que a startup possa realizar as ações demandadas durante a aceleração, além de oferecerem mentoring, coaching, networking, suporte em diversas áreas e espaço num escritório compartilhado deles em Nova Iorque ou no Rio de Janeiro. O programa de aceleração dela tem uma duração de 4 a 6 meses, sendo necessário que a startup ceda 20% do seu share (10% para a 21 212 e 10% para os patrocinadores).

Ao final do programa de aceleração, a 21212 organiza o Demo Day, onde as startups fazem seus pitchs para investidores, buscando fazer um matching entre investidores e as startups aceleradas.

O modelo canvas da 21 212 é bem parecido com a maioria das aceleradoras (mudando valores), excetuando a parte da receita proveniente do patrocínio de investidores. Abaixo segue o modelo canvas dela:

 

Os riscos desse modelo são semelhantes aos dos investidores anjos e fundos de Venture Capital:

  • Risco de não conseguir fazer o desinvestimento
  • Risco de demorar muito tempo para fazer o desinvestimento
  • Risco do valor obtido no desinvestimento ficar abaixo do valor investido
  • Risco de não conseguir prospectar boas startups

Uma forma de mitigar alguns desses riscos é diversificar os investimentos tendo um portfólio de startups, que de preferência atuem em mercados diferentes.

 

Abaixo seguem algumas informações dessa aceleradora:

  • Fundadoras: Benjamin White, Sling Media e Marcelo Sales, são alguns deles
  • Setor de atuação: Aceleração de startups digitais
  • Lançamento: Julho de 2011
  • Empresas aceleradas: Igluu, Bloompa e ResolveAí são algumas
  • Mentores: Fábio Seixas (Camiseteria), Anderson Thees (Apontador) e Marco Gomes (Boo-Box) são alguns

#FicaaDica: Aceleradoras podem ajudar bastante no desenvolvimento da sua startup, porém elas não são um passo obrigatório para todas as startups. Se você tem uma produto validado pelo mercado e uma equipe diversificada e competente, o share que as aceleradoras ficaram da sua empresa talvez não vá valer o suporte delas. Entretanto é bom ressaltar que ainda pode ser interessante pela experiência e networking que elas possuem. Antes de entrar numa aceleradora, faça uma boa pesquisa da qualidade delas, pois estão brotando diversas aceleradoras e, provavelmente, nem todas possuem o know-how e os recursos necessários para acelerar startups.

startupfarm

Na última segunda-feira (19/09) aconteceu a final do Startup Farm São Paulo, para quem não sabe, o Startup Farm é uma aceleradora itinerante de startups em estágio inicial, seu objetivo é o de acelerar o processo de transformar ideias em negócios e de implementação desses negócios. Esse processo tem duração de 30 dias nos quais acontecem palestras, mentorias e networking.

No Startup Farm São Paulo participaram 51 empreendedores com 18 projetos onde 7 projetos foram escolhidos para serem apresentados na final.

Os projetos vencedores foram:

1º Lugar: Evolup

2º Lugar: Overmediacast

3º Lugar: Wabbers

Apesar desses três terem sido os vencedores, todos estão de parabéns pelo trabalho e pela qualidade dos projetos.

A seguir vou falar rapidamente sobre cada um desses 7 projetos que foram apresentados na final, mostrando um pouco a evolução deles ao longo desse mês:

evolup

A Evolup, que no início tinha apenas três integrantes e uma ideia, se uniu à mais dois integrantes (sendo eu uma dessas pessoas), crescendo ao longo do programa.

Visando o desenvolvimento de jogos de maneira rápida e fácil, sem que o usuário tivesse a necessidade de conhecimentos técnicos e artísticos, fomos passando por diversas etapas, até validarmos o modelo e o segmento de cliente alvo.

O modelo de receitas se dá através da plataforma freemium, da venda de itens virtuais e publicidade nos jogos.

oentregador

Entrou no Startup Farm como uma startup que já estava rodando e faturando. O Entregador é um site para pedido de comida online, onde você encontra os cardápidos com os preços de diversos restaurantes, faz o pedido e pode realizar o pagamento online mesmo. Apesar do modelo não ter mudado quase nada durante o programa, eles fizeram diversos contatos importantes.

Seu modelo de receitas é o de cobrar um pequeno valor dos restaurantes para cada transação.

overmediacast

A Overmediacast também entrou num estágio mais avançado, tendo seu produto pronto e estava na fase de prospecção de clientes. A Overmediacast é uma ferramenta de analytics para vídeos, ela quer responder as perguntas de quem viu e como viu o vídeo. O Startup Farm ajudou mais ela na estratégia de entrada no mercado, além de contatos e exposição na mídia.

Seu modelo de receitas é o de assinatura para agências de publicidade e empresas que fazem campanhas de vídeo.

wabbers

O Wabbers entrou no Startup Farm com um produto pronto, um aplicativo para ajudar os motoristas a escaparem do transito. Apesar de terem o aplicativo pronto, não tinham um bom modelo para monetizá-lo. Com a ajuda dos mentores conseguiu achar uma boa forma de se posicionar com os usuários e de monetizar o aplicativo. Visibilidade obtida também ajudou a aumentar o número de downloads do aplicativo.

Seu modelo de receitas é por patrocínio por empresas interessadas em vincular a marca ao aplicativo e por publicidade de empresas que queiram aparecer no aplicativo.

Quando entrou no Startup Farm, o Emoldure.me era uma ideia de uma startup para realizar o emolduramento de fotos de forma online e entregar na casa da pessoa. Porém, ao longo do projeto, foi percebendo como era difícil escalar esse modelo e pivotou para se tornar um Instagram para álbuns de Facebook. A ideia é criar álbuns personalizados para Facebook com a possibilidade de encomendar esses álbuns para presente para amigos ou familiares. Foi a startup que mais teve progresso dentro do Startup Farm, saindo de uma ideia pouco escalável para uma facilmente escalável e com grande potencial de crescimento, além disso é importante notar que até o final do Startup Farm o projeto estava sendo tocado por apenas um empreendedor.

Seu modelo de receitas é por publicidade no aplicativo e por venda de álbuns físicos feitos no aplicativo.

grão

O Grão é um negócio social que tem como objetivo ser um crowdfunding de educação para estudantes de baixa renda. Um projeto muito legal e que tenta levar mais profissionalismo e transparência às doações brasileiras. 

O modelo de receitas é por taxa de sucesso e por percentual cobrado das instituições de ensino.

agenda fácil

O Agenda Fácil é uma ferramenta para agendamentos de serviços de forma online, inicialmente focando no agendamento de consultas médicas, mas pensando também nos mercados de cabeleleiros e compras coletivas (esse último eu achei muito interessante).

O modelo de receita é por performance na redução das taxa de no show e no gasto com agendamento.

Infelizmente não dá para falar de todos os projetos, haviam muitos outros projetos interessantes e com alto potencial. A descrição e a evolução das startups foram feitas a partir de conversas e experiências com os integrantes de cada uma, ou seja, faltaram algumas informações.

Para mais informações sobre o Startup Farm, entrem em:

www.startupfarm.com.br

Todos os participantes, organizadores, palestrantes e mentores do Startup Farm estão de parabéns pelo resultado final do Startup Farm São Paulo, foi uma experiência única e intensa de empreendedorismo na prática.

#FicaaDica: Recomendo fortemente o Startup Farm para pessoas que tenham uma ideia mas não saibam como colocá-la em prática ou que necessitem de sócios para implementá-la. Como esse projeto é itinerante, ele ainda passará por diversas cidades brasileiras, sendo Rio de Janeiro e Belo Horizonte as próximas. Fiquem espertos e não percam as inscrições!

aceleradora 21212 startup weekedn germinador startupfarm amazonstartups

O cenário de startups brasileiras está ficando cada vez mais em evidência, porém os empreendedores brasileiros ainda possuem pouco conhecimento e experiência no assunto. Esse gap de conhecimento e experiência está levando ao surgimento de diversas acelerados pelo Brasil inteiro.

As aceleradoras são entindades que visam acelerar o processo de estruturação do modelo de negócios, análise de mercado e crescimento das startups através de mentoring e pequenos investimentos.

Não existe um modelo único de aceleradoras, entretanto eu tenho visto surgir dois tipos que se diferenciam, são eles:

Aceleradora de ideias: Buscam pessoas interessadas em empreender que possuem apenas uma ideia para uma startup ou um projeto em estágio bem inicial. Seus principais objetivos são:

    • Estruturar a ideia;
    • Fazer um estudo de mercado;
    • Fazer um matching de pessoas interessadas na mesma ideia;
    • Definir o modelo de negócios
    • Realizar networking (mentores e empreendedores);
    • Introduzir os métodos utilizados para criação de startups (Modelo de Negócios Canvas, Custormer Development, Lean Startup…);

Geralmente não ficam com share das startups e não fazem investimentos.

Aceleradora de startups: Buscam empreendedores com startups em estágio inicial ou até startups com baixo faturamento. Seus principais objetivos são:

    • Fazer uma análise mais detalhada do mercado;
    • Definir melhor o modelo de negócios com base em experiências de mercado,;
    • Fazer pequenos investimentos;
    • Preparar a startup para receber investimentos de fundos de Venture Capital;
    • Realizar networking (pessoas de mercado e investidores).

Geralmente ficam com um pequeno share das startups (entre 5% e 20%), oferecem espaço físico para as empresas e fazem algum tipo de investimento.

Recentemente a Webholic fez um guia com algumas aceleradoras do Brasil (clique aqui) e eu resolvi condesar isso num slide adicionando mais algumas informações, segue o slide abaixo:

Aceleradoras Brasileiras

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Busquei na internet um mapa que informação as principais aceleradoras brasileiras distribuidas geograficamente, mas não consegui encontrar. Como não achei, resolvi utilizar o Google Maps e fazer um eu mesmo.

Abaixo segue o mapa:

http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&msid=216511275125114504390.0004ac5c22a843157f912&ie=UTF8&ll=-14.569288,-45.439454&spn=26.150635,6.328125&vpsrc=6&output=embed
View Aceleradoras in a larger map

Espero que possa ajudar os empreendedores e que as pessoas (inclusive as ligadas a essas aceleradoras) adicionem mais informações e corrijam eventuais erros. Obviamente, adicionar outras aceleradoras que não encontrei é muito bem vindo. Esse mapa está livre para ser modificado por qualquer um, porém conto com o bom uso das pessoas.

Clique aqui para poder modificá-lo.

Se você você está se perguntando qual a diferença entre Aceleradoras e Incubadoras, segue uma reportagem da Exame com o Yuri Gitahy explicando melhor essa diferença:

http://exame.abril.com.br/pme/dicas-de-especialista/noticias/qual-a-diferenca-entre-aceleradoras-e-incubadoras

Cada aceleradora tem suas peculiaridades e oferecem benefícios diferentes, por isso vale a pena buscar o máximo de informações e conversar com pessoas que passaram pelo processo de acelaração antes de optar por participar de uma ou de outra aceleradora.

#FicaaDica: Participar de aceleradoras de ideias é uma excelente oportunidade de aprender muito sobre empreendedorismo na prática, de estruturar melhor a sua ideia e fazer networking. Não tenha medo de compartilhar a sua ideia nessas aceleradoras, pois o objetivo delas é ajudar você a estruturar e executar a sua ideia. Ter a ideia é a parte mais fácil do trabalho, o difícil é a execução. Como todos os investidores dizem: “Ideias são commodites, o diferencial é a execução”.