Citação – Michael Karnjanaprakorn

Citação – Michael Karnjanaprakorn

Se o seu produto  é baseado na internet, você não precisa mais esperar meses para lançar para melhorar o seu produto. A startups mais eficientes estão entregando pequenas funcionalidades todos os dias, dessa forma elas conseguem testar e validar ou não se essa funcionalidade agrada os usuários.

Facebook é um excelente exemplo disso, quantas vezes você foi usar o Facebook e encontrou algo novo? Seja um botão novo ou um layout novo?

Porém, para fazer bom uso dessas atualizações, é necessário ter métricas bem definidas e medidas, uma boa forma de fazer isso é usando a análise de cohorts.

Segue abaixo um post  explicando melhor sobre cohorts:

http://jonathonbalogh.com/2012/03/24/introduction-to-cohort-analysis-for-startups/

Ou veja o vídeo abaixo explicando como o Evernote faz uso da análise dos cohorts:

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Citação – Kevin Systrom

Citação – Kevin Systrom

O sucesso do Instagram foi selecionar apenas 3 problemas reais para solucionar:

  1. Fazer as fotos bonitas (baseado na observação deles de apps de filtros)
  2. Permitir compartilhar as fotos em diversas redes sociais (mecanismo para crescimento viral)
  3. Fazer o upload ser bem rápido (melhorar a experiência do usuário)

Trabalhando apenas em cima desses 3 problemas, eles conseguiram solucioná-los muito bem e conseguiram criar uma ferramenta que é usada por mais de 30 milhões de pessoas e que foi vendida recentemente para o Facebook com uma valoração de 1 bilhão de dólares.

Citação – Paul Grahan

Citação – Paul Grahan

Comece pequeno e busque solucionar um problema específico, depois de solucionar esse problema de maneira adequada comece a expandir essa ideia.

Veja o caso do Facebook, o seu objetivo inicial era solucionar um problema bem específico, a conectividade entre os alunos da Universidade de Harvard. Depois que ele já estava indo bem, ele começou a expandir pelas Universidades do país, depois para a Europa e só depois ele foi abrir para o público em geral.

Mesmos os grandes um dia começaram com coisas aparentemente pequenas.

Modelo de Negócios – Fashion.Me

Modelo de Negócios – Fashion.Me

Nos dias de hoje, praticamente todo mundo usa alguma rede social, porém são poucas as pessoas que param para pensar sobre o modelo de negócios que essas redes sociais possuem. Elas não cobram pelos seu usuá’rios, então como que elas ganham dinheiro?

Veja o caso do Facebook, que é a maior rede social do mundo e que provavelmente todo mundo que está lendo tem um perfil, o seu modelo de receita é através de publicidade direcionada dentro da rede usando as informações que as pessoas divulgam nos seus perfis para que os anúncios sejam mais efetivas e ela ganhe mais dinheiro, algo como o que o Google faz. Além da receita de publicidades, a principal, eles ganham 30% das transações realizadas na sua plataforma e, com isso, ele teve uma receita total de US$ 3.71 bilhões em 2011, o que lhe rendeu um valuation de US$ de 94 bilhões com o IPO.

Como esperado a publicidade é a forma de receita proeminente nas redes sociais, mas existem algumas que fazem um uso mais interessante da publicade para gerarem receita, é o caso de uma rede social brasileira focada em moda.

Em 2008, o Renato Steinberg e o Flavio Pripas criaram para as suas esposas um site dedicado a moda, a byMK. Porém o site deu tão certo que no ano seguinte os dois saíram de seus empregos no mercado financeiro e resolveram se dedicar full-time ao projeto.

Recentemente, a byMK fez uma reestruturação da marca visando atingir o mercado internacional e hoje é a Fashion.me. O seu potencial de crescimento foi confirmado com o recebimento de um aporte (valor não divulgado) da Intel Capital no começo desse ano.

A Fashion.me é uma rede social voltado para o mundo fashion, ela já tem mais de 1 milhão de usuários onde 97% são mulheres e 80% das classes A e B, dessa forma ela é uma excelente vitrine para as empresas de moda.

Então como que ela funciona? Basicamente é uma rede social onde as pessoas podem criar looks com peças das marcas patrocinadoras e divulgar para que outras pessoas possam interagir com você e com o seu look.

Um diferencial legal da Fashion.me frente as outras rede sociais é que as marcas não apenas são expostas para os usuários, mas também podem interagir com eles.

Existem basicamente 5 formas que as marcas podem usar a Fashion.me para se promoverem:

  • Banner no site
  • Página da marca na rede social
  • Posts patrocinados no blog de moda
  • Peças virtuais para a criação de look
  • Campanhas patrocinadas

O ponto que eu achei mais interessante são as peças virtuais para criação de looks, onde as empresas pagam 50 reais por peça para poderem disponibilizá-las para as usuárias poderem criar seus looks. Dessa forma a marca realmente passa a interagir com seu público-alvo num momento de descontração e desejo.

Essas peças são digitalizadas de maneira a terem um excelente caimento nas modelos virtuais, sendo uma delas a Ana Hickmann que cedeu sua imagem para ser uma modelo virtual.

Abaixo segue o modelo canvas da Fashion.me:

Atualmente a Fashion.me apenas monetiza na ponta dos patrocinadores, mas poderia ser algo interessante tentar monetizar no lado do usuário, algumas sugestões:
  • Criar peças, modelos ou templates premium que apenas quem pagasse uma mensalidade pudesse ter acesso
  • Criar peças, modelos ou templates premium que seriam vendidos como itens virtuais por poucos reais
  • Cobrar para que personal stylist possam usar a Fashion.me como vitrine tendo alguns benefícios a mais que os usuários comuns
  • Vender diretamente pela loja os produtos e ganhar uma comissão

Essa são apenas algumas ideias, mas é difícil saber se alguma delas é interessante tendo simplesmente uma visão de fora da empresa.

Agora é esperar e ver se a Fashion.me consegue uma expansão mundial conquistando as mulheres da mesma forma que conquistou as brasileiras.

#FicaaDica: Modelos de negócios multiple-sided (múltiplos lados) são um pouco complicados de serem começados, devido ao dilema do ovo e da galinha, mas podem ser interessantes pela possibilidade de se monetizar diversos segmentos de clientes distintos com propostas bem diferentes. Se o seu modelo é desse tipo, faça um exercício e crie modelos canvas buscando monetizar dos diversos segmentos de cliente, nem sempre fará sentido mas pode ser interessante.

Citação – Chris Hughes

Citação – Chris Hughes

Conselheiros vão te ajudar a fazer decisões difíceis com a ajuda da experiência deles, mas, no final, é você quem vai ter que decidir e é a sua empresa que vai estar em jogo.

A experiência deles é importante, mas pode ter certeza que eles não passaram pela exata mesma cituação que você e, por isso, apenas assumir que os conselhos deles são certos é um erro.

Além disso, um empreendedor que não usa seu instinto não vai conseguir sobreviver num ambiente de incertezas como o de startups por muito tempo.

Análise do Modelo de Negócios – Likestore

Um dos conceitos mais quentes de internet atualmente é o social-commerce (s-commerce). Devido ao fato das redes sociais fazerem cada vez mais parte das nossas vidas, o s-commerce se toronou uma evolução natural do e-commerce.

O s-commerce nada mais é do que um comércio eletrônico que usa as interações de mídias sociais dos clientes como forma de complementar o processo de compra e venda de produtos e serviços online.

Esse conceito pode ser tão simples como uma lista de desejo compartilhada ou avaliação de produtos pelos usuários, porém ele está atingindo outro nível de interação com o aumento das redes sociais.

No Brasil esse modelo está começando a surgir aos poucos, durante o Desafio Brasil 2011 eu vi a apresentação de duas startups que pretendiam utilizar esse conceito:  A Trendis e a ShopDeck. Porém essas startups ainda estavam com muitas hipóteses e pouca  ou nenhuma validação desse modelo no Brasil.

Outra startup  que vem trabalhando com esse modelo e tem tido sucesso é a LikeStore. Ela foi criada pelo Gabriel Borges e foi lançada oficialmente em 9 de agosto desse ano.

Ao contrário da Trendis e da Shopdeck que queriam levar o conceito para as lojas virtuais, a LikeStore permite que pessoas e empresas criem lojas virtuais dentro do Facebook, o que faz com que o s-commerce seja ainda mais natural. O fato das lojas serem dentro do Facebook, permite uma maior integração entre os usuários e suas redes sociais com as lojas e seus produtos.

Apesar de ser uma plataforma dentro do Facebook, eles não pretendem se limitar uma rede social e querem expandir para outras como Google+ e Orkut.

O modelo de receitas dela é sobre as vendas feitas na loja, onde ela fica com 2% das receitas. Por não ter mensalidade ou taxa de adesão, eles conseguem ser um investimento com risco quase zero para os vendedores,  o que tem atraído diversas lojas. Atualmente são mais de 1500 lojas operando na LikeStore.

Devido a algumas peculiaredades do Facebook, foi necessário o desenvolvimento de um sistema de pagamento específico para atuar nessa rede social. É aí que entrou a parceria estratégica com o Moip,  sistema de pagamento digital que estava desenvolvendo uma solução para esse problema.

Além dos 2% que as empresas tem que pagar para a LikeStore, elas precisam pagar 5.9% para o Moip pela utilização do serviço de pagamento digital. Resumindo, a empresa tem um custo operacional total (LikeStore + Moip) de 7.9%. A LikeStore também faz a gestão do estoque das lojas, de forma que seja o mais fácil possível para a criação e manutenção de uma loja virtual.

Sua expectativa de transações é de 150 mil com um ticket médio de 120 reais no seu primeiro ano, o que daria 18 milhões de reais em vendas e uma receita de 360 mil reais no primeiro ano.

Abaixo, como sempre, segue o modelo canvas da LikeStore:

Likestore

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Os riscos desse modelo são:

    • Não atrair lojas para sua plataforma
    • Os usuários não se interessarem por lojas dentro de redes sociais
    • As redes sociais decidirem cobrar ou proibir o uso das lojas dentro das suas plataformas

Com tudo isso, a LikeStore foi considerada uma das 10 empresas mais quentes do Brasil segundo a Forbes. Lista que eu discordo um pouco, mas não em relação a essa startup.

Para quem quiser ver as outras 9 startups escolhidas, segue o link:

http://www.forbes.com/sites/ricardogeromel/2011/10/20/top-10-startups-in-brazil/

Dados da empresa:

    • Fundador: Gabriel Borges
    • Setor de atuação: Comércio eletrônico
    • Lançamento: Agosto de 2011
    • Número de lojas: Mais de 1500
    • Expectativa de faturamento em 2011: 360 mil reais

#FicaaDica: Enquanto alguns concorrentes queriam levar os benefícios do s-commerce para as lojas, a LikeStore inverteu a lógica e resolveu levar a loja até as redes sociais e com isso encurtaram o caminho das lojas até o ambiente social. Outro ponto interessante de sua estratégia foi de cobrar sobre as vendas da empresa, pois, apesar de ser um valor variável e mais arriscado, assim eles derrubaram a barreira de entrada de novos usuários ao sistema. Eles podem fazer isso pois seus custos por nova loja são muito baixos e garante que mais lojas entrem para a plataforma, benefício semelhante ao do modelo Freemium.

Análise do Modelo de Negócios – Vostu

Você pode até não conhecer a Vostu, mas provavelmente já ouviu falar de algum dos seus vários jogos do Orkut e, agora, do Facebook.

Os games sociais viraram uma grande febre nos últimos anos, contudo eles são jogos simples que funcionam dentro de redes sociais e que tem como diversão a interação com seus amigos da rede social.

A febre começou com os jogos que simulavam uma fazenda virtual (FarmVille para Facebook e Colheita Feliz para Orkut), como aqui no Brasil o Orkut fazia mais sucesso na época, o jogo Colheita Feliz foi o que mais fez sucesso.

Apesar dos jogos simples, o mercado de games sociais é hoje um mercado bilionário. Segundo o relatório The Future of Social Gaming 2011, o mercado deverá chegar a 1.25 bilhões de dólares ainda em 2011, o que é um feito e tanto para um mercado que tem apenas poucos anos de vida.

Mas o por que desse modelo de negócio ser tão bem sucedido?

A Vostu é a maior empresa de games sociais do Brasil, possui mais de 50 milhões de usuários inscritos em seus jogos e seu valor de mercado, segundo análises do site especializado em startups TechCrunch, deve chegar a 300 milhões de dólares.

Seu modelo de negócios é um tipo de Freemium, onde os jogos são todos oferecidos de maneira gratuita para atrair o maior número de usuários (procurando criar um efeito viral) e converter um pequeno percentual desses usuários (provavelmente menos de 1%) para comprarem bens virtuais (itens para seus personagens, dinheiro para o jogo, etc).

Esse bem virtual possui um custo praticamente nulo de se reproduzir, o que permite que seja vendido a um baixo preço a muitos usuários, conseguindo um bom ganho devido a escala.

Evidentemente existem riscos nesse modelo de negócios, são eles:

    • Risco de baixa adoção dos usuários grátis
    • Risco de baixa conversão de usuários pagos
    • Risco de ser deixado para trás devido à grande rotatividade dos games sociais
    • Baixa penetração de cartão de crédito no Brasil
    • Baixa penetração de internet no Brasil

A Vostu é mais um exemplo de uma empresa que trouxe um modelo de negócios inovador utilizado lá fora para o Brasil e que teve um grande sucesso.

Porém, devido a baixa penetração dos cartões de créditos no Brasil e a grande utilização de internet pelas lan-houses, a Vostu precisou adaptar o seu modelo de negócios utilizando um sistema pré-pago de créditos para os seus jogos, o Vostupag. Com isso, ela utiliza uma rede de lan-houses associadas para conseguir chegar aos usuários que não tem acesso a cartão de crédito para comprar seus bens pela internet.

Abaixo segue o modelo canvas da Vostu:

 

Vostu

 

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Apesar de todo sucesso, a Zynga, maior empresa de games sociais do mundo, abriu um processo contra a Vostu por plágio de jogos. Mas a Vostu se defende dizendo que a própria Zynga plagiou jogos de outras empresas.

A disputa vai ser acirrada, visto que a Vostu está começando a entrar no Facebook (até então dominada pela Zynga) e a Zynga está entrando no Brasil.

Uma prova do sucesso desse modelo de games sociais é o IPO que a Zynga está se preparando para fazer ainda esse ano e que o mercado espera um valor de mercado da empresa entre 15 e 20 bilhões de dólares, o que a tornaria uma das maiores empresas de jogos do mundo.

Além da venda de bens virtuais, existem outros modelos de negócios para jogos, como por exemplo:

  • Assinatura (World of Warcraft)
  • Venda do jogo (jogos de video game)
  • Publicidade (joguinhos de celular)
  • Promocionais (joguinhos feito por marcas para fazer divulgação da marca ou de alguma promoção)

 

E possível fazer uma mistura desses modelos para obter um modelo ainda mais robusto.

Abaixo segue o portfólio de jogos da Vostu e o número de usuários de cada jogo:

    • MegaCity – 8 milhões 
    • Mini Fazenda – 19 milhões
    • Pet Mania – 2,4 milões
    • Café Mania – 15 milhões
    • Rede do Crime – 1,2 milhão
    • Vostu Poker – Pouco menos de 1 milhão
    • Joga Craque – Não encontrado

Fonte: Apresentação da Vostu no SlideShare – http://www.slideshare.net/bplanhouses/vostu

 

#FicaaDica: O mercado de games sociais deve continuar crescendo num ritmo aceledarado, por isso, mesmo empresas especializadas em jogos offline como a Eletronic Art, estão entrando nesse mercado, que deve ficar ainda mais interessante com jogos cada vez mais elaborados. A chegada do Google+ será mais uma plataforma para os desenvolvedores e usuários de games sociais utilizarem.