4 coisas que você precisa saber antes de abrir uma franquia

4 coisas que você precisa saber antes de abrir uma franquia

Existem algumas dicas práticas para começar uma franquia sem dor de cabeças futuras. Reuni neste artigo 4 dicas que vão fazer você pensar seriamente se franquia é mesmo a sua praia! Confira:

1. Crie uma Marca Forte

É preciso saber desde o início que a magia por trás da sua marca é um dos pontos fundamentais para você alcançar sucesso à médio e longo prazo. Tenha em mente uma visão clara e objetiva em relação aos objetivos da sua marca. Lembre-se dos slogans das grandes marcas como “Amo muito tudo isso” e “Abra a felicidade” e busque traduzir estes valores desde o design da logotipo até a maneira como os funcionários tratam os clientes.

2. Você “vai ter que rebolar”

Por mais que você seja um exímio cozinheiro e esteja animado para seguir com uma franquia no ramo de restaurantes, em breve terá que utilizar de outras características (que muitas vezes não estão no seu alcance) para tornar sua franquia sólida e duradoura. Finanças, vendas, planejamento e recursos humanos são termos que farão parte do seu dia a dia e você vai ter que se acostumar a enfrentá-los. Para entender um pouco o dia a dia de uma franquia recomendamos este guia sobre franquias baratas de sucesso.

3. Entenda que franquias são maratonas de longas distâncias

Uma franquia que tem o objetivo de se estabelecer no mercado durante mais de 10, 20 e 30 anos precisa entender que a caminhada é longa. Você e seus sócios podem ficar muito animados nos primeiros anos de franquia, mas no amadurecer da empresa o que sustenta a sua estabilidade é a disciplina e a motivação diária. Tenha em mente desde o início que se você correr demais no início não terá fôlego para continuar em frente quando sua franquia expandir.

4. Escolha muito bem seus franqueados

Expandir a franquia para outros bairros e cidades é um sonho que acompanha todos que entram neste mercado. Apesar da grande expectativa para este momento, fique atento em relação as pessoas que estarão ao seu lado para realizar este grande sonho. Será que elas transmitem os mesmos valores que sua franquia? Será que estão disponíveis para compartilhar e construir o seu sucesso?

Observe e escolha cada franqueado como um sócio. Conheça seu ciclo social, conheça seus valores e se possível até sua família de perto. Não é uma tarefa simples, mas ter as pessoas certas com você te dará vantagens competitivas impressionantes à médio e longo prazo.

Para finalizar, segue um vídeo incrível sobre riscos em franquias

Complexidade no Empreendedorismo

Complexidade no Empreendedorismo

 

O complexo é algo que nos facina, que faz nos sentirmos inteligentes. Quanto mais complexo é uma solução, quanto mais tecnológica é a solução, melhor!

Todos conhecem o caso dos americanos e dos russos na corrida espacial, onde eles tinham um problema que as canetas da época não escreviam de ponta cabeça, o que não era incomum quando você está no espaço sem gravidade. Dessa forma, ele precisavam descobrir um jeito de escrever de ponta cabeça, enquanto os americanos desenvolveram um projeto milionário para desenvolver uma caneta para isso (que veio a ser a nossa querida BIC), os russos usavam lápis…

Dessa forma, o complexo é uma armadilha perigosa, principalmente para empreendedores. Todo empreendedor bola planos e modelos mirabolantes, quanto mais inteligente for o empreendedor, mais complexo é o modelo e mais sentido ele faz.

Por isso, eles acabam criando modelos de negócios que envolvem 3 ou mais segmentos de clientes com modelo de receita complexo e planos de marketing que atacam inúmeros canais ao mesmo tempo.

Mas adivinhem… Eles são complexos de serem executados! Pode parecer algo besta, mas muitos empreendedores caem nessa armadilha, pois todos os blocos se encaixam perfeitamente, porém eles esquecem que quantos mais blocos, maior a chance de um deles não dar certo, o que pode acabar com o negócio. Imagine um carro, ele é um sistema complexo com diversas partes móveis e que podem falhar, caso você não tenha uma peça… Seu carro pode simplesmente não andar.

Outro problema é que eles são difíceis de se testar, imagine que você queira validar um modelo que precisa de 3 segmentos de clientes , na melhor das hipóteses você vai precisar convercer 3 clientes diferentes para tentar validar o modelo inteiro. Digamos que você convenceu 2 mas faltou 1. Advinhe? Você não consegue validar.

Tenha em mente o que o Leonardo da Vince disse um dia: “A simplicidade é o último grau de sofisticação”. 

Por isso, evite modelos complexos e planos mirabolantes. Seguem algumas sugestões:

 

  • Evite construir modelos de negócios com mais de 2 segmentos de clientes;
  • Caso seu modelo esteja complexo, repense ele e tente simplificá-lo (Ex.: Mudando o segmento de cliente, mudando o forma de receita, mudando a proposta de valor…);
  • Comece com um modelo  simples e vá aumentando a complexidade do modelo de negócio conforme seu negócio for amadurecendo;
  • Existem muitos modelos de negócios que já funcionam bem, tente usá-los ou adaptá-los ao seu negócio;
  • Caso não encontre um modelo mais simples para o seu negócio, busque formas simplificadas para validar o seu modelo de negócios (Ex.: Simulando uma das partes…);

 

Por fim, montar uma startup já é um trabalho difícil, não tente torná-lo mais complexo ainda.

 

10 Principais Erros dos Empreendedores no Pitch: Parte 2

10 Principais Erros dos Empreendedores no Pitch: Parte 2

No post anterior eu listei 5 dos 10 Principais Erros dos Empreendedores no Pitch (leia o post anterior) agora vamos continuar a lista dos outros 5 erros faltantes:

 

Erro 6: Não atualizar o pitch

Uma coisa que eu posso garantir é que sua startup vai mudar! Dessa forma, é necessário que você continuamente atualize o pitch, além disso, ao fazer diversos pitchs, você vai descobrindo o que as pessoas entendem ou não, o que funciona melhor para um tipo de pessoa e tal.

O importante não é que você entenda o seu pitch, mas que as pessoas entendam, por isso você ainda vai ter que mudar muito ele.

De tempos em tempos, reveja seu pitch e incorpore mudanças na startup e aprendizados que você teve.

 

Erro 7: Não praticar dezenas de vezes

Fazer um bom pitch é muito mais do que apenas elaborar uma boa apresentação no Power Point, é como se fosse um show, você precisa performar.

Você não precisa ser um ator global para fazer um bom poitch, mas você irá precisar praticar e praticar para ficar cada vez mais natural e cada vez melhor. Não gosta de falar em público? Acredite em mim, você não está sozinho, se expor e fazer o pitch em eventos e competições vai te deixar cada vez mais tranquilo para isso, no começo não tem jeito, vai ter o frio na barriga mesmo.

Lembre-se que até mesmo o Steve Jobs ensaiava dezenas de vezes suas apresentações para ver se tudo iria correr bem. Não tem segredo, aqui a prática leva a perfeição.

 

Erro 8: Muito texto nas apresentações

Eu vejo muuuitas apresentações com slides cheios de texto, você quer que a platéia preste atenção em você ou no slide? Não quer que eu fique lendo, então não coloque texto.

Você é a apresentação, os slides são apenas um backup, um suporte para ajudar você a passar a sua mensagem. Dessa forma, coloque apenas os pontos essenciais nos slides (bullet points), use imagens (elas valem mais do que 1000 palavras), faça as pessoas prestarem atenção em você e só olharem os slides quando for necessário.

 

Erro 9: Não atingir todo mundo da platéia

Você já deve ter ouvido falar que existem 3 tipos de pessoas, as visuais, as auditivas e as cinestésicas. Dessa forma você precisa conseguir chamar a atenção de todas elas, pois sempre existiram os 3 tipos na sua platéia.

Visuais, para essas pessoas, estímulos visuais são muito importante. Use  imagens, gráficos ou vídeos para chamar a atenção delas na apresentação. Cuidado para não usar roupas ou equipamentos muito chamativos para não distraí-los da sua apresentação.

Auditivas, para essas pessoas o modo como você fala faz toda a diferença, é necessário falar de forma clara. A intonação e ritmo são coisas extremamente importante para eles (não apenas mas principalmente), apresentações monotónicas e sem pausas enfáticas vai deixar essas pessoas entediadas. Busque fazer pausas e usar a  intonação para dar ênfase em pontos relevantes.

Cinestésicas, essas pessoas prestam muita atenção a estímulos de movimento. Se você ficar se movimentando para um lado e para o outro, vai distrair essas pessoas ou até deixá-las incomodadas. Porém se você ficar parado pode não conseguir chamar a atenção delas. Dessa forma, é necessário que se balancei o movimento para manté-los atentos, usar a mão para fazer gestos e inclinação do corpo são formas de dar ênfase e chamar a atenção desse tipo.
Erro 10: Não conhecer sua platéia

Se você vai fazer uma apresentação e não sabe quem será sua platéia, você perderá uma excelente oportunidade de conseguir atrair a atenção dela fazendo apenas pequenas modificações, ou pior, poderá falar coisas que não sejam relevantes para aquele público.

Por exemplo, se sua platéia é de investidores do Vale do Silício, é importante você reforçar porque o Brasil é uma excelente oportunidade para eles. Ou se ela é de investidores focado no mercado que sua startup atua, talvez seja interessante se aprofundar em algum tema para mostrar que conhece do mercado.

Outra coisa, se a platéia é de investidores sêniors (mais velhos) poderá ser necessário aumentar o tamanho da letra. Como uma regra de dedos, Guy Kawasaki (autor do livro A Arte do Começo) fala para pegar a idade da pessoa mais velha da platéia e dividir por dois para ter o tamanho da letra que você deve utilizar.

Agora espero que vocês vejam com outros olhos o pitch e que se esforcem mais para aumentarmos o nível dos pitchs aqui no Brasil. Um bom pitch não garante um investimento, mas é um bom primeiro passo para isso.

Shut up and take my money!

Shut up and take my money!

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Shut up and take my money é a reação que toda startup gostaria que seu cliente tivesse ao ver o seu produto ou serviço. Porém essa não é uma reação fácil de se provocar..

Para fazer isso, é necessário se entender bem o que motiva as pessoas a pagarem por algum produto ou serviço. Recentemente, eu vi uma apresentação sobre técnicas para fazer as pessoas pagarem da  Board of Innovation.

Entendendo essas motivações mais profundas das pessoas, você consegue utilizá-las para definir o melhor (ou os melhores) modelos de receitas para a sua startup. Tudo depende de entender o seu cliente bem e adequar o seu marketing e modelo de receita para que se encaixarem com as motivações delas.

Vale a pena dar uma olhada nessa apresentação com calma para descobrir o que se encaixa melhor na sua startup. Segue a apresentação:

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